29.3.06

Do Fluxus


O que me interessa no Fluxus: gosto das dissoluções do conceito de autoria - com a característica de ênfase na participação coletiva e na idéia de redes de artistas -, bem como da própria noção de arte, na esfera "da vida", como mais ou menos entendido como proposta central deste não-movimento; Beuys, sobretudo, será uma figura emblemática em levantar a bandeira de uma semi-cruzada pela democratização da arte ["todos são artistas" em potencial, etc.] - com sucesso relativo, a meu ver, embora eu simpatize com sua "causa".
No entanto, até por por sua própria estrutura tão, digamos, aberta, acho que se fez muita tolice em nome de "propostas Fluxus"... Afinal, já que tantos "podiam ser artistas", é quase natural que isso ocorresse. E não custa lembrar que o glorioso George Maciunas, sempre apontado como mentor ou figura central do Fluxus, atuava "paralelamente" - e enriquecendo - como um ávido especulador imobiliário em NY, na época pré-boom do Village - no duro!

4 comentários:

Dudi disse...

delissietstky!!!
Forte abraço

Jura disse...

é...mas quando vc cita o Beuys quando ele diz "todos são artistas"...eu imediatamente lembro do kafka...e diria que "todos são artistas da fome"...e aqui, a 'fome' tem N sentidos, inclusive o literal!...abs...j

dani disse...

aleluia. achava que eu fosse a única pessoa nesse planeta que tinha severas ressalvas com relação ao fluxus.

Rapinante disse...

"Severas ressalvas" é quase neoconcreto...