10.8.06

A FORCE MORE POWERFUL - Um game diferente

Poderia um game ajudar pessoas a aprender a combater ditadores, ocupações militares e governantes corruptos – não com armas laser ou AK-47s, mas por meio de estratégias não-militares e não-violentas?

Esse game existe, e se chama A Force More Powerful – the Game of Nonviolent Strategy, a primeira e única ferramenta interativa no campo dos conflitos não-violentos. Desenvolvida pelo The International Center on Nonviolent Conflict e por game designers da empresa BreakAway Ltd., o jogo é calcado em estratégias e táticas aplicadas com sucesso em conflitos ao redor do mundo.

Apresentando cenários inspirados na história recente, AFMP simula situações de conflito em que se apregoam a força de ideais libertários e dos direitos humanos contra ditadores, colonizadores e regimes corruptos, bem como campanhas por direitos políticos e humanos. O game visa propiciar uma "experiência de mundo real", permitindo que os jogadores adotem estratégias, apliquem táticas e avaliem os resultados.

Sgundo seus criadores, "AFMP foi concebido para pessoas que queiram usar a ação não-violenta em suas próprias lutas por direitos humanos e liberdade. O jogo também se presta como um valioso modelo de simulação para estudos academicos em resistência não-violenta, bem como uma ferramenta educativa para setores da sociedade civil e qualquer um que se interesse por aprender mais sobre o poder da utilização estratégica do conceito de ação não-violenta". AFMP é um game single-player, em que o participante assume o papel de estrategista-chefe de um movimento não-violento contra oponentes diversos – controlados por inteligência artificial - em até dez cenários pré-definidos. À medida em que o jogador evolui no jogo, ampliando os recursos materiais e humanos do movimento que comanda, recrutando novos membros e construindo alianças, ele também aprende o valor do planejamento estratégico e de uma cuidadosa formulação de objetivos e táticas.

Se o jogo vai "pegar", mesmo junto a um público-alvo mais específico, como parece se destinar num primeiro momento, ainda não se tem como saber. Mas fica o exemplo de novos rumos e possibilidades no terreno do chamado entretenimento eletrônico, atualmente o maior segmento em faturamento no ramo do entretenimento em âmbito mundial.


2 comentários:

Anônimo disse...

Games anti-violência? Onde esse mundo vai parar...

gustavo disse...

E aí, rola um boxe, será?
(parabéns pelo blog)